Esse fim de semana, zapiando na tv, assisti um documentário muito pertinente. RIP! A Remix Manifesto, segue um pequeno release que encontrei na internet.
RIP! A Remix Manifesto
O documentário, dirigido por Brett Gaylor, ataca de forma retórica o controle que grandes empresas exercem sobre a cultura (musical, cinematográfica, etc).
1) A cultura sempre se constrói baseada no passado;
2) O passado sempre tenta controlar o futuro;
3) O futuro está se tornando menos livre;
4) Para construir sociedades livres é preciso limitar o controle sobre o passado.
O que achei mais interessante sobre o documentário foi como esse conceito de “Remix” se adequá aos mais diversos temas. Apesar do foco ser a música (que realmente é onde temos exemplos mais claros, como o caso NAPSTER vs. Metallica e a tentativa de controle das gravadoras sobre o direito intelectual e etc) e o cinema. O conceito pode ser visualizado sem muito dificuldade na medicina, ciência, arte, etc.
Fiquei pensando em todas as vezes que fiz uma montagem com imagens da internet, cenas de filmes, fotos de monumentos, prédios, pessoas e afins das quais não pedi permissão. Além da forma que nutrimos nossa “inspiração”: com referências (vide este blog), filmes, curtas e experiências e que no final das constas digerimos, processemos e expelimos esse mix na forma de uma criação publicitária, design, arte ou seja lá o que for.
Voltando ao documentário, que me impressionou mais uma vez ao chegar no Brasil e mostrar diversas ações a favor dessa liberdade de expressão, com discursos do Gilberto Gil na área cultural e o que me impressionou mais, uma ação do governo brasileiro que decidiu burlar a patente de um coquitel que combate o vírus da AIDS para poder produzir medicamentos mais baratos e acessíveis. Segundo o filme, o brasileiro tem a “pegada” do remix na veia, quem diria.
Aconselho esse documentário para todo mundo que lide com qualquer forma de criatividade. Vale a reflexão.
Ah, outra coisa, o filme está disponível no site oficial para você baixar desmontar e remontar de novo da forma que bem entender, o que vai bem com o conceito “remix” do projeto. http://www.ripremix.com/
No YouTube tem o documentário dividido em nove parte, aqui vai a primeira, só pra dar uns gostinho:
Designer W Magazine fala sobre sua forma de criar as páginas da W Magazine. Interessante olhar de uma Designer que trabalha como um diretor de arte. Edward Leida fala sobre fotografia, design, tipografia e como mistura tudo isso para gerar contraste em suas criações para a revista, um making of muito interessante sobre a forma de fazer uma revista. Aconselho os outros filmes que estão no link original.
Durante o ócio na agência, com o computador em manutenção e maquina fotográfica em mãos. Saiu essa pequena experiência com stopmotion. Apenas uma brincadeira mas gostei bastante, espero produzir mais umas brincadeiras com stopmotion.
Estamos acostumados a ver o 3D criando mundos paralelos, com personagens caricaturados e mostros cheios de braços etc. Mas tem um tempo que o 3D imita a realidade com fidadelidade incontestavel. Não tem mais como distinguar o que é real, o que resta é apenas curtir.